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TECNICAS DE ISOLAMENTO ACÚSTICO

 

Nos últimos anos, a Sociedade começa a tomar consciência do problema do ruído como um mal Social. Esta consciencialização produz-se como consequência da necessidade primária do conforto que os seres humanos necessitam para a sua saúde e bem estar.

A luta contra o ruído começou. Você, como interveniente activo na Construção Civil, tem um papel crucial.


Exceptuando os efeitos psicopáticos clássicos, o ruído é em grande parte responsável por doenças cardiovasculares, sistema digestivo e neurológico.
As estatísticas demonstram que 62% das pessoas que habitam nas grandes urbes, em edificações construídas nos anos 60 e 70, referem que o principal defeito da sua habitação é a péssima insonorização, sobretudo, entre pavimentos, e exterior / interior. E quantas vezes, mesmo em hotéis de algum" luxo" se ouvem certos barulhos no quarto contíguo ??
Por isso, a ninguém estranhe que estudos recentes demonstrem que uma das principais qualidades que o público valoriza, ao adquirir nova habitação, seja o seu nível de conforto acústico e térmico.
Se atendermos a que, isolar convenientemente uma habitação custará sensivelmente o mesmo que uma simples mobília, e ao facto de o isolamento ser " eterno", então, há que reflectir . Por que não o fazer !! .

O PASSAPORTE PARA O CONFORTO ACÚSTICO
A aplicação de certas melhorias técnicas permite, na actualidade, a construção de novos edifícios com níveis de isolamento satisfatório. No caso de reabilitação de edifícios antigos, existem, também, métodos para melhorar a sua habitabilidade, diminuindo a agressividade acústica.
Não há dúvida ! As soluções existem e a FAFISOL propõe , no presente documento, algumas delas.
São propostas que estão destinadas a resolver o problema em qualquer tipo de elementos construtivos : Pavimentos, Paredes, Divisórias, Lajes, Coberturas e Tectos.
Recordando o vocabulário essencial, iniciamos o documento que temos muita honra em apresentar ao estimado leitor, o que lhe permitirá um melhor conhecimento e utilização das soluções propostas.
A FAFISOL deseja-lhe uma agradável leitura, esperando que dê por bem empregue o tempo despendido, e põe à sua disposição os conhecimentos técnicos próprios, que provavelmente resolverão todos os casos " normais ", podendo ainda recorrer aos Serviços Técnicos das Marcas suas representadas, para os casos especiais.


O CUSTO SOCIAL DO RUÍDO
Como uma epidemia, o ruído ataca a Sociedade, provocando um custo social de difícil quantificação.
Este custo, produzido pelos acidentes de trabalho e trabalhadores com surdez ( doença irreversível ), produto de muitas horas de exposição a pressões sonoras, é afinal evitável.

Novas e eficazes tecnologias permitem que a sociedade possa já viver com aceitável conforto acústico.
Técnicos, Industriais, e Empreendedores urbanísticos deverão ter a noção que proporcionar um excelente conforto térmico e acústico tem um custo irrisório, e mais valias inquantificáveis, sobretudo, se for tido em conta na elaboração do projecto e devidamente executado em obra, obviamente. Se temos a técnica e materiais, deveremos evitar o conformismo e sistemas tradicionais , valorizando a habitação e qualidade de vida a quem lá morar.

O som faz parte integrante do nosso quotidiano e por isso nem sempre nos apercebemos de toda a sua importância. Constitui um veículo de informação fundamental na comunicação (a nossa voz), assumindo, assim, grande importância no desenvolvimento humano e social.


Mas o que é o SOM? .
É a interpretação pelo nosso sistema auditivo-cerebral de um fenómeno físico: a vibração das partículas de ar que nos rodeia.
Quando tocamos a corda de uma viola ou a superfície de um tambor, produz-se SOM, resultante do movimento para um e outro lado da posição de equilíbrio da superfície vibrante.
Este movimento, arrasta a camada de ar com que está em contacto, a qual vai provocar sucessivos movimentos de compressão e descompressão nas sucessivas camadas de ar adjacentes.
Gera-se, assim, um movimento ondulatório (semelhante ao que se observa quando se lança uma pedra numa superfície de água parada), em que a vibração se propaga no ar, a partir da fonte e em todas as direcções, com uma velocidade aproximada de 340m/s.
O estudo do som é a ACÚSTICA e cobre a génese, propagação e recepção do som.
A cada som está associado um critério de qualidade.
Alguns sons são agradáveis e provocam-nos uma sensação de prazer e outros são desagradáveis e/ou incomodativos. A estes últimos chamamos RUÍDO e o nível de incomodidade depende não só da qualidade do som, mas também da nossa atitude perante cada situação concreta.
Por exemplo, o tic-tac de um relógio ou o pingar de uma torneira, imperceptíveis durante o dia, poderão, para determinadas pessoas e em determinadas situações, constituir factor de incómodo extremo, não permitindo, por exemplo, o repouso e o sono.

 

 

O Som é a resultante da vibração de um corpo que põe em movimento as partículas de ar que se encontram em volta da sua posição de equilíbrio. Estas vibrações propagam-se por transmissão energética entre as partículas adjacentes, sim provocar movimentos de translação.

O Som perceptível pelo ouvido é a resultante do efeito de uma variação rápida da pressão do ar. Toda a emissão sonora produzida num local põe em vibração, por meio do ar, todas as paredes do dito local, que, reproduzem, elas próprias uma vibração do ar nos locais adjacentes : o Som atravessou as paredes. Da mesma maneira, uma parede submetida a um impacto, entra em vibração e origina uma vibração de ar entre locais vizinhos.

O som caracteriza-se pelo :
- Seu nível, : Forte ou Débil
- Sua frequência : Grave ou Agudo

O ouvido humano percebe os sons quando as frequências variam de 20 Hz (agudos) a 15.000 Hz ( graves) , mas as normativas e os ensaios não têm em conta além das frequências de 100 Hz a 5.000 Hz, agrupadas em 6 bandas de octavas centradas en 125, 250, 500, 1000, 2000, e 5000 Hz. Acima de 5000 Hz, as frequências agudas são facilmente interceptadas (absorvidas ) pelas paredes.

O RUÍDO É UM CONJUNTO DE SONS
O Ruído expressa-se pelo seu espectro, que representa o nível de ruído em decíbeis por cada frequência. O decibel permite expressar a relação entre uma intensidade percebida (W/m2) e a intensidade mais pequena que pode ser percebida pelo ouvido humano a 1000 Hz. É mesmo assim, uma unidade física para a medida dos ruídos.